O meu belo amante está sentado
numa pedra. Viro o rosto de lado, olhos míopes, sobrancelha franzida. Sobrancelha, não o esqueço, é uma palavra feia. Rosto é agora bela belo, outrora escreveria cara no sentido de coroa, uma cara real. Se as minhas sobrancelhas se apagarem quem as virá pintar? Não sei o dia certo para a chegada do Inverno. Vi o Outono na floresta, o sol limpava-nos os olhos e sorri a olhar para os lagos. É tudo.